Federação Nacional dos Corretores de Imóveis

  • Aumentar tamanho da fonte
  • Tamanho da fonte padrão
  • Diminuir tamanho da fonte

VENDA DE IMÓVEIS CRESCE 10% EM NOVEMBRO, APÓS 16 MESES EM QUEDA

E-mail Imprimir PDF
FOLHA DE S.PAULO/ Mercado Aberto/ Maria Cristina Frias/18/01/2017
 
Capturar
 
Após 16 meses em queda, a venda de imóveis novos subiu 10,1% em novembro, em comparação com o mesmo mês de 2015, segundo dados da Abrainc, que reúne grandes incorporadoras, e da Fipe, de pesquisas econômicas.
 
A alta "é uma boa notícia, mas não uma tendência", afirma o diretor da associação, Luiz Fernando Moura.
 
O resultado ainda é negativo no acumulado de 2016: até novembro, foram 93,3 mil unidades comercializadas no país –8,8% a menos que em igual período de 2015.
 
"A base de comparação é pequena, então qualquer aumento gera impacto."
 
Um dos grandes entraves do setor, os distratos (desistência do imóvel) tiveram uma pequena redução no fim de 2016, mas seguem em um nível alto, segundo Moura.
 
"A onda de devoluções ocorreu por conta de investidores que buscavam retorno a curto prazo. Como eles já deixaram de comprar imóveis, a taxa tende a cair, mas ainda há as famílias com dificuldade para pagar."
 
Nos 12 meses anteriores a novembro de 2016, 37,7 mil unidades haviam sido distratadas –uma queda de 4,1%.
 
As construtoras se mostraram otimistas com os sinais de desaceleração dos juros, que têm impacto direto no financiamento do setor.
 
Uma retomada de investimentos em novos empreendimentos, porém, deverá acontecer só a partir do segundo semestre deste ano, segundo Moura.
 
A projeção é que, no atual ritmo de venda, os imóveis estocados demorarão um ano até chegar a um patamar adequado –são cerca de 120 mil unidades paradas.
 
Só para contrariar
 
A construtora Setin planeja investir R$ 245 milhões em terrenos e lançamentos neste ano, segundo o presidente, Antonio Setin.
 
O volume, semelhante ao aportado em 2016, poderá crescer, a depender do ritmo de vendas: os R$ 125 milhões destinados a novos empreendimentos podem chegar a R$ 300 milhões.
 
"Faremos lançamentos, mesmo que contrariados, porque há alvarás que vencem, terrenos que têm permuta com compromisso de entrega. Há outros projetos, porém, em análise."
 
Os estoques no balanço da incorporadora somam, hoje, R$ 1,2 bilhão em valor potencial de venda. Para chegar a um nível "saudável", diz Setin, o volume teria que cair pela metade.
 
A companhia também prevê investir cerca de R$ 120 milhões na compra de novos terrenos.
 
"Com o ritmo baixo de lançamentos, cria-se uma demanda virtual. Temos que estar preparados para uma retomada", diz.
 
Em 2016, a Setin não teve crescimento em sua receita, que não foi revelada.